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Artigo

Brasil, Itália e Espanha defendem ação política e fortalecimento para o movimento sindical

Publicado: 18 Julho, 2011 - 00h00

As principais bandeiras de luta do Movimento Sindical pautou um dos painéis do  Seminário Internacional intercâmbio da ação política e formativa do movimento sindical do Brasil, Espanha e Itália, realizado no Hotel Samburá, em Olinda. Com mais de 40 dirigentes sindicais da CUT Nacional e do Nordeste, além da UGT-Valenciana da Espanha e CISL - Emilia Romagna da Itália, o encontro terminou no sábado passado (16), com debates e mesa política de encerramento.

Informações, troca  de experiências e conhecimentos marcaram o encontro que durou três dias na cidade de Olinda. O secretário nacional de Formação da CUT, José Celestino Lourenço (Tino), o coordenador-geral da Escola Sindical da CUT no Nordeste, Admirson Medeiros (Greg)  e os  representantes da UGT Valenciana Esther Ortega e  da CISL – Emilia Romagna, Gianni Pedrazzini, enfatizaram que, a solidariedade internacional dos trabalhadores foi fundamental para o fortalecimento do novo sindicalismo que fundou a CUT no Brasil, em 1983.

Tino destacou em sua intervenção que neste novo contexto marcado por uma profunda crise política, econômica, social e ambiental, faz com que a retomada da cooperação entre CUT, CISL e UGT, mediado pela ISCOD, possibilite não apenas o desenvolvimento do projeto Escola Móvel, visando potencializar o diálogo com a sociedade no sentido de aprofundar a relação do movimento sindical com as lutas pela organização e desenvolvimento sustentável das comunidades nordestinas. “Precisamos criar novas condições para o intercâmbio sobre temas estratégicos para os trabalhadores do Brasil, da Itália e da Espanha,” acentuou. 

A grave crise pela qual passa a Espanha, impondo um conjunto de desafios para o sindicalismo, visando defender os direitos dos trabalhadores, foi assinalada por Esther Ortega. “A UGT contou com a solidariedade do movimento sindical internacional no enfrentamento da ditadura fascista de Franco no passado, e neste momento faz necessário resgatar o caráter internacionalista da classe trabalhadora”, disse.  Segundo ela, fortalecer a luta contra a estratégia de acumulação capitalista neste momento de crise é fundamental para avançarmos na construção de um projeto de desenvolvimento sustentável sob a ótica dos trabalhadores.

Na opinião de Gianni Pedrazzini da CISL da Emilia Romagna, a relação com a CUT é anterior a criação da própria CUT, tendo se iniciado no final dos anos 70 quando a FIAT de Betim/MG começou um processo de demissão e perseguição da classe trabalhadora. Comentou ainda, “que esta relação de cooperação sempre teve como foco principal a formação sindical, o que proporcionou a construção da Escola 7 de Outubro em Belo”. Para ele, “não há duvida que o projeto da Escola Móvel, é um novo instrumento no processo de inovação da ação sindical e representa novas possibilidades na cooperação internacional entre Brasil, Espanha e Itália”.

De acordo com Greg, o Projeto Escola Móvel de Formação e Fortalecimento Sindical se articulará a estratégia do atual Plano Nacional de Formação da CUT em desenvolvimento no Nordeste, aprofundando o processo de interiorização da formação sindical desenvolvido pelo programa de Organização e Representação Sindical de Base, que atingiu no período 2010-2011, mais de 600 dirigentes e militantes sindicais. “ E inegável que essa parceria que a UGT Valenciana inicia com a CUT, através da Escola Nordeste e com a CISL Emilia Romagna, para a implantação da Escola Móvel, representa um passo importante na retomada dessa dimensão internacionalista da classe trabalhadora” afirmou

* Assessoria de Imprensa da CUT-PE com informações adicionais da CUT Nacional e  da Secretaria Nacional de Formação.