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Metroviários suspendem a greve e retomam as atividades

Publicado: 03 Setembro, 2010 - 00h00

Após assembleia realizada na noite desta quinta-feira (2), os metroviários decidiram, por unanimidade, suspender a greve que já durava mais de uma semana. O motivo da reviravolta no movimento foi o compromisso da Companhia Brasileira de Trens Urbanos em negociar com a categoria, no próximo dia 14. O encontro acontece no Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília, para audiência de conciliação e instrução. Com isso, o trabalho foi retomado, ontem, às 22h.

Durante todo o dia, as estações de metrô permaneceram fechadas fora dos horários de pico - das 5h às 8h30 e das 17h às 20h30 -, apesar de o Tribunal Superior do Trabalho (TST) ter concedido uma liminar, expedida na quarta-feira, determinando o funcionamento de 50% das composições no horário de maior movimento e 40% no período restante.

A liminar não foi acatada, segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários (Sindmetro), Lenival Oliveira, porque a notificação do TST chegou após a assembleia. O presidente lembrou, ainda, que a categoria permanece em estado de greve, enquanto aguarda o desenrolar das negociações no próximo dia 14, quando metroviários de todo o país irão a Brasília para definir os rumos do movimento.  Os trabalhadores pedem a volta de benefícios cortados, como ticket-alimentação, plano de saúde e auxílio-creche.


Registramos a participação ativa desde  o inicio da greve e em todas as assembléias, através do Secretário Nacional de Políticas Sociais da CUT, Expedito Solaney. Ele destacou o movimento coeso dos trabalhadores ,considerando a análise do momento da greve pela Central e pelo Sindicato da categoria, retornando então ao trabalho, com indicação de estado de greve.

E preciso ressaltar que a CUT Nacional solicitou audiência ao ministro das Cidades, Márcio Fortes, com o objetivo de ser interlocutora junto com o Sindicato dos Metroviários em busca de garantir os direitos da categoria. “A construção negociada do movimento foi, sem dúvida alguma, a melhor alternativa para os  trabalhadores que chegarão na audiência do dia 14, no TST, com o acordo finalizado”, enfatizou Solaney.

*Fonte: JC com informações adicionais da Assessoria de Imprensa da CUT-PE
Foto: Guga Matos/JC Imagem