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A CUT somos nós! Nossa vez e nossa voz, sempre!

Nossas bandeiras históricas eram e continuam sendo revolucionárias e, por isso, incomodam muita gente, mas delas não abriremos mão.

Publicado: 28 Agosto, 2019 - 11h18 | Última modificação: 28 Agosto, 2019 - 11h45

Escrito por: Imprensa CUT PE

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A Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi fundada em 28 de agosto de 1983, em plena ditadura militar, época em que eram enormes os riscos de militantes,  trabalhadores ou dirigentes ser demitidos e incluídos na lista que os impedia de conseguir empregos; ser presos, torturados e até mortos, porque estavam reivindicando direitos, lutando e denunciando as condições de trabalho desumanas ou fazendo mobilizações contra a exploração que corroíam o poder de compra dos brasileiros (as). Antes mesmo da fundação, nossas ações nos locais de trabalho já haviam demonstrado que nasceríamos com práticas diferentes das do movimento sindical corporativo e subserviente ao regime militar. Nossas bandeiras históricas eram e continuam sendo revolucionárias e, por isso, incomodam muita gente, mas delas não abriremos mão.

Nesses 36 anos, a CUT participou ativamente de todos os mais importantes eventos da luta do povo brasileiro por democracia, igualdade e justiça social. A história é irreversível. Somos uma organização sindical brasileira de muitos e muitas, que sempre lutou pelos interesses da classe trabalhadora.  Conquistamos avanços na proposta de um sistema democrático, nas relações de trabalho e a eleição de um operário metalúrgico à presidência da República em 2002, são fortes exemplos dessas mudanças e resultados diretos das ações da CUT em sua luta incansável para garantir a ampliação de direitos da classe trabalhadora. Nossa determinação, compromisso  e desejo de mudança nos levaram adiante. E desde então, lideramos a luta entre o capital e o trabalho e também pela transformação do Brasil em uma sociedade mais democrática e igualitária, com trabalho decente e distribuição de renda.

Precisamos nos preparar cada vez mais para representar o trabalhador e a trabalhadora no bojo de suas necessidades, demandas, além de continuar sendo um agente importante da construção da sociedade que a classe trabalhadora quer, de desenvolvimento sustentável com inclusão social, com um Estado impulsor da economia. Sabemos que para recuperar a democracia brasileira  as conquistas sociais dos últimos anos, precisamos também manter os/as trabalhadores/as e os/ as sindicalistas organizados/as e qualificados/as para a luta e o debate no processo de negociações.

É fundamental também que nossa relação com os movimentos sociais e da sociedade civil seja cada vez mais sólida, fraterna, para que tenhamos vigor para fazer as mudanças que o Brasil precisa. Na realidade, saímos de uma ditadura militar, conquistamos a democracia, lutamos contra o Golpe em 2016 e a prisão arbitrária e injusta do ex-presidente Lula e estamos construindo uma nação com mais justiça social e, de um modo geral, melhoramos as condições de trabalho, renda e qualidade de vida da classe trabalhadora. No entanto, os desafios são enormes e permanentes.

Avaliamos que a conjuntura brasileira atual é bem diferente. O sonho de um povo de ter liberdade, direitos iguais e oportunidades incomodou ao grande capital financeiro nacional e internacional. Hoje, o que vem acontecendo é um processo declarado de exclusão das conquistas das classes menos favorecidas, dos movimentos sindicais, de estruturas sociais e das políticas públicas. Os desmandos e ataques do governo Bolsonaro, apoiado por forças de extrema direita, da mídia golpista, pela maioria dos deputados federais e senadores, parte do poder judiciário, órgãos da justiça, mostraram que o golpe continua em pleno vigor e  aprofundado com as reformas Trabalhista e da Previdência, PEC da Morte, empresas estatais colocadas à venda, demissões e crescimento vertiginoso de desempregados (as).

Mesmo assim, a  esperança e o sonho  de construir um pais  justo e fraterno não acabou.Continuaremos nas ruas para manter nossos direitos conquistados em muitos anos de lutas, para combater as desigualdades, a violência contra as mulheres, a juventude e contra os negros.

A CUT somos nós, nossa vez e nossa voz, sempre!

Somos fortes, somos CUT!

36 anos de histórias e lutas!