Escrito por: Sindgraf-PE

Agentes do MTE fiscalizarão gráficas rápidas em três cidades

Gráficas Agraphi, JC, WD4, Rosildo, Nid e D'Fab podem ser autuadas em caso da continuidade

Em breve, seis gráficas rápidas e digitais do Recife, Paulista e Jaboatão serão fiscalizadas por auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) depois que faltaram reunião no órgão público para apresentaram à correção dos direitos convencionados dos funcionários baseados em suas atividades econômicas essencialmente ligadas a serviços gráficos. Quatro estão funcionando no Recife: Agraphi em Casa Forte; JC Gráfica em Santo Antônio; WD4 Gráfica em Areias; e Rosildo na Boa Vista. Tem ainda a Nid Impressões no centro de Paulista, e D’Fab em Jordão Baixo em Jaboatão , ambas estão na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Os endereços completos de cada uma dessas gráficas foram enviadas para o setor de fiscalização do MTE pelo auditor fiscal que conduziu a reunião da força tarefa dos sindicatos patronal e obreiro dos gráficos na última semana, uma vez que somente estas seis empresas faltaram ao compromisso. Com isso, elas poderão ser autuadas e multadas em caso da manutenção do descumprimento, por exemplo, do piso salarial da classe (R$ 1.235,55) e mais 59 direitos contidos na Convenção Coletiva de Trabalho no segmento gráfico, que inclui gráficas rápidas e digitais.

A força tarefa entre os sindicatos empresarial e dos trabalhadores visa justamente moralizar esta atividade econômica do segmento gráfico e o cumprimento dos direitos trabalhistas. A iniciativa dessas entidades visa evitar a precarização da atividade gráfica no estado, sendo as gráficas rápidas e digitais segmentos importantes e que precisam se adequar. E todas elas precisam cumprir a convenção de direitos da classe porque, como realçou o presidente do Sindicato patronal dos Gráficos, Eduardo Mota, todas elas realizam serviços de algum tipo de impressão, devendo  assim serem enquadradas legalmente como empresas do setor gráfico.

 

“Localizamos através do CNPJ das empresas que elas são atividades econômicas do setor gráfico, mas estão irregulares no enquadramento sindical dos seus funcionários, pagando salário abaixo da convenção e negando o conjunto dos direitos convencionados”, lembrou Iraquitan da Silva, durante a reunião no MTE voltada para cobrar o enquadramento correto para garantir os direitos e salários adequados para os gráficos.

O dirigente conta que várias outras empresas já compareceram e foram feitos os ajustes amigavelmente sem inclusive as sanções e cobranças dos passivos trabalhistas dos últimos cinco anos. Novas empresas já estão sendo chamadas a comparecerem no MTE para tratar do mesmo assunto. “Quanto as seis gráficas rápidas e digitais faltosas (Agraphi, JC, WD4, Rosildo, Nid Impressões e D’Fab), como elas não quiserem sanar as irregularidades trabalhistas de forma amistosa, já começamos a resolver de uma outra maneira, e isso é só o início”, finaliza Iraquitan.