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Ao de protesto pede queda de preço dos combustíveis e 'Fora Temer'

O ato, realizado na Praça da Democracia/Derby, também foi em apoio à greve dos petroleiros, bem como em defesa das empresas públicas e da soberania nacional.

Publicado: 31 Maio, 2018 - 13h00

Escrito por: CUT PE com informações do DP, Bancários e FUP

Altair Alves
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As Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, com apoio da CUT Pernambuco e sindicatos filiados, entre outras entidades populares, participaram nesta quarta-feira (30) do Dia Nacional de Luta e Mobilização contra o aumento do preço do gás e do combustível. O ato, realizado na Praça da Democracia/Derbu, também foi em apoio à greve dos petroleiros, bem como em defesa das empresas públicas e da soberania nacional. A mobilização também reivindicou a manutenção dos empregos, a retomada da produção das refinarias em plena carga, o fim das importações de derivados de petróleo, a luta contra as privatizações e contra o desmonte do Sistema Petrobras e a saída de Pedro Parente do comando da estatal. Com gritos, faixas e cartazes, além da presença de um boneco de Lula, os manifestantes se concentraram no fim da tarde na Praça da Democracia.

Além dos manifestantes das frentes e sindicalistas, um grupo de motoristas de aplicativos, como Uber e 99 pop, também se mobilizou. Os veículos que passaram a integrar a manifestação ficaram estacionados, com as luzes de alerta ligadas, no meio da Avenida Agamenon Magalhães, uma das mais movimentadas da cidade. 

A Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE) também se posicionou em apoio à greve dos caminhoneiros, afirmando que a solução proposta por Temer, que retirará cerca de R$ 5 bilhões dos cofres públicos para diminuir a  freqüência de reajuste de preços, que seria mensal durante um ano. A CUT critica a medida e pede a revisão da política de preço, que é o que causou os recentes aumentos e também a demissão de Pedro Parente, atual presidente da Petrobrás.

De acordo com organizadores, “mais de mil pessoas” participaram do ato. O  vice presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Paulo Rocha, disse que a manifestação teve como finalidade “marcar presença”. “Estamos aqui para nos posicionar de forma favorável aos caminhoneiros e petroleiros”, assinalou. Questionado sobre qual seria a posição da CUT diante da simpatia de alguns caminhoneiros com a chamada “intervenção militar”, Rocha destacou que “a categoria engloba muita gente” e “não são todos que defendem a intervenção”. “O movimento, majoritariamente, posiciona-se contra a intervenção e o governo Temer”, comentou. Manifestantes realizaram o Ato de Protesto no Praça do Derby e de lá seguiram até a Praça da Independência em caminhada pelo Centro do Recife.

PETROLEIROS
Mais cedo, em Ipojuca, cerca de trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) aderiram à paralisação de 72 horas iniciada no dia 29 em todo o país, mesmo após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) ter declarado a greve ilegal. 

“A nossa reivindicação é defender a não privatização das refinarias. Isso favorece apenas o investidor externo”, disse Leonardo Buarque, membro da diretoria do Sindipetro. A redução do preço de gás de cozinha, da gasolina, assim como a saída do atual presidente da Petrobras, Pedro Parente, também estão na pauta de reivindicações da categoria.

Os petroleiros novamente deixam sua marca na defesa da soberania. A luta contra a privatização da Petrobrás ganhou a sociedade. A categoria colocou em debate os interesses que pautam a política de preços dos combustíveis, deixando claro o projeto da gestão Pedro Parente de sacrificar o povo brasileiro e a soberania do país para cumprir os ditames do mercado financeiro e das grandes corporações internacionais.

Antes do protesto legítimo dos caminhoneiros contra os preços abusivos do diesel, a FUP e seus sindicatos já haviam aprovado uma greve nacional para deter a escalada descontrolada de aumentos do gás de cozinha e dos derivados, cobrando a retomada da produção a plena carga das refinarias e o fim das importações de derivados.

O TST joga o jogo do capital e não deixaria barato a greve dos petroleiros. As multas diárias de R$ 500 mil saltaram para R$ 2 milhões, acrescidas da criminalização do movimento. O tribunal cobrou da Polícia Federal investigação das entidades sindicais e dos trabalhadores, em caso de desobediência. Essa multa abusiva e extorsiva jamais seria aplicada contra os empresários que submetem o país a locautes para se beneficiarem política e economicamente. Jamais seria imposta aos empresários que entregam patrimônios públicos, aos que destroem empregos e violam direitos dos trabalhadores.

A decisão do TST é claramente para criminalizar e inviabilizar os movimentos sociais e sindicais. Diante disso, a FUP orienta os sindicatos a suspenderem a greve. Um recuo momentâneo e necessário para a construção da greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria. Essa grave violação dos direitos sindicais será amplamente denunciada.

 

 

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