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Assalariadas/os rurais do Vale São Francisco constroem pauta de reivindicações

Propostas para o fortalecimento das questões ligadas à saúde e a segurança da categoria, diante da morbimortalidade ocasionada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) foram destaques durante os debates.

Publicado: 14 Outubro, 2020 - 16h12

Escrito por: Comunicação FETAEPE

FETAEPE
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Mais de 40 dirigentes sindicais do setor da hortifruticultura do Vale São Francisco se reuniram hoje (13) para a construção da pauta de reivindicações da negociação coletiva que envolve os estados de Pernambuco e da Bahia. O encontro aconteceu no formato virtual e contou com a participação da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (CONTAR), da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) além do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Agrícolas, Agroindustriais e Agropecuárias dos Municípios de Juazeiro, Curaçá, Casa Nova, Sobradinho e Sento Sé/BA (Sintagro). As propostas para o fortalecimento das questões ligadas à saúde e a segurança da categoria, diante da morbimortalidade ocasionada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) foram destaques durante os debates.
 
O presidente da CONTAR, Gabriel Bezerra Santos, chamou a atenção para o difícil momento que o país enfrenta e detalhou as ações realizadas durante esse período da pandemia, como a pressão junto ao governo federal e a elaboração e fiscalização de diretrizes para a prevenção e o enfrentamento do vírus junto às empresas e a categoria, que não parou de trabalhar. Ele destacou a Convenção Coletiva do Trabalho (CCT) como uma das ferramentas de proteção ao salário e a garantia de alimento na mesa do trabalhador e família. Santos tranquilizou a categoria afirmando que “apesar das dificuldades desse momento, nós temos fechado boas convenções nos estados e garantido a conservação dos direitos das/os trabalhadoras/es”.
 
Paulo Rocha, presidente da CUT-PE, falou sobre a importância da categoria, especialmente durante a pandemia que impôs o isolamento social. “Essa foi a categoria que enfrentou o novo coronavírus para garantir o alimento para todas as famílias. E essa luta fará com que a negociação seja vitoriosa! ”, afirmou.
 
Gilvan Antunis, presidente da FETAEPE, destacou a importância da unidade na luta e da necessidade de uma pauta unificada que seja aprovada por todas/os as/os trabalhadoras/es. “É mais um momento que requer compromisso e clareza do momento que vivemos para garantir um acordo que mantenha direitos para nossa categoria”.
 
Durante a análise de conjuntura econômica, a economista do Dieese, Jacqueline Natal, apresentou os dados do agronegócio que envolve o setor contextualizando o cenário da negociação. Ela destacou a importância da classe trabalhadora no atual mundo do trabalho pós reforma trabalhista e de incertezas diante dos desafios da pandemia. “Só existe economia se as pessoas tiverem vida para trabalhar, produzir e gerar riquezas”, alertou.
 
Boletim CNA
Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a exportação de frutas nos primeiros nove meses de 2020 está 5% superior em relação ao mesmo período de 2019. Já a receita com frutas em 2020 encontra-se semelhante à de 2019, próxima a US$ 450 milhões.
 
Em setembro, as exportações de manga, melão e melancia registraram crescimento de 19%, 41% e 53%, respectivamente, em relação a setembro de 2019.
 
No caso da uva, foram exportadas 3,4 mil toneladas em setembro, volume 43% superior ao mesmo mês de 2019. No entanto, o período de maior exportação da fruta é o último trimestre do ano e os produtores acreditam na ampliação dos volumes embarcados. As expectativas estão ancoradas na demanda, que permanece aquecida, na boa produtividade e na qualidade dos cultivos da Região do Vale do São Francisco.
 
O seminário terá mais uma rodada para conclusão dos debates, em dia ser definido. Após o fechamento da pauta de reivindicações, segue-se a aprovação pelo conjunto das/os assalariadas/os rurais, a formalização junto ao setor patronal, seguida pelas rodadas de negociação.