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Bancários conquistam novas reintegrações em 2019

O Sindicato conquistou duas novas reintegrações de funcionários do banco Itaú.

Publicado: 06 Maio, 2019 - 13h51 | Última modificação: 06 Maio, 2019 - 13h58

Escrito por: SEEC-PE

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O Sindicato dos Bancários de Pernambuco conquistou duas novas reintegrações de funcionários do banco Itaú. A bancária Roziane Leite e o bancário Ramilson Amâncio, ambos com doença ocupacional, foram demitidos pelo banco e tiveram o direito ao emprego garantido pela Justiça do Trabalho. 

“Neste ano, o Sindicato já garantiu o retorno ao emprego de nove bancários. Trabalhamos pela prevenção do adoecimento bancário, exigindo o fim das metas abusivas, e também pelo direito ao emprego. Os bancários não são descartáveis e levaremos os casos à Justiça sempre que for necessário”, afirma a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

 

Analista de Gestão de Call Center, Roziane apontou o apoio do Sindicato como de fundamental importância para o seu retorno, visto que o banco não deu nenhum suporte após desligamento. “Sou grata ao esforço do Sindicato perante minha situação. Fui conduzida da melhor foma possível. Quando somos demitidos injustamente, ficamos sem chão. Precisamos de um apoio para darmos os passos corretos diante esses casos. Os bancários precisam saber que temos com quem contar”, ressaltou Roziane.


O dirigente do Sindicato, Wellington Trindade, reforçou o compromisso da entidade em lutar por justiça em casos que envolvem a saúde do trabalhador. "Essa situação nós encontramos constantemente dentro das agências bancárias. Esse não é um caso isolado. Bancários com doenças ocupacionais, adquiridas durante realização das suas atividades diárias, estão sendo demitidos. Estamos acompanhando cada caso e não deixaremos nossos companheiros desprotegidos”, garante.


Realizando tratamento até hoje, Roziane abriu a primeira Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 2005. Situação que difere da de Ramilson, que emitiu a CAT pela primeira vez após o desligamento do banco. “Eu sempre me dediquei ao banco, trabalhei com dor, não me afastei, nem usei atestados que não fossem por razões graves. Trabalhava além do horário, inclusive. Por isso, eu achava que a demissão nunca iria acontecer. Mas para o banco você não é uma pessoa, mas um número e ele não precisa de motivos para lhe desligar. Só aprendemos quando vivenciamos na pele”, afirma Ramilson.


O secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino, reforça que os bancários devem procurar o suporte especializado no momento da demissão. “O Sindicato está à disposição dos filiados para analisar as rescisões e, no caso de haver arbitrariedades por parte do banco, acionar a Justiça para garantir o emprego e todos os direitos do trabalhador”.