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Dia da Mulher Negra Latina americana e Caribenha é celebrado em PE

Debate aconteceu nesta quinta-feira e contou com a a advogada e militante da Uiala Mukaji-Organização de Mulheres Negras de Pernambuco, Vera Baroni.

Publicado: 26 Julho, 2019 - 15h48 | Última modificação: 26 Julho, 2019 - 16h04

Escrito por: Rani de Mendonça

Jônatas Campos
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Dezenas de mulheres debateram sobre os desafios das mulheres negras no movimento sindical

“Hoje é um dia que as pessoas lembram e pautam a vida das mulheres negras. Mas, bom seria que fôssemos lembradas todos os 365 dias do ano”, foi com essas palavras que a advogada e militante Vera Baroni começou sua fala no evento do Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, no auditório da CUT Pernambuco. O evento aconteceu nesta quinta (25) e foi uma iniciativa da Secretaria de Igualdade Racial da CUT.  Além de Vera estavam compondo a mesa Liana Araújo, secretária de Mulheres da CUT e Joanita Cavalcanti, secretária de Igualdade Racial, também da CUT-PE.

O dia 25 de julho é considerado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, data criada em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas. Na ocasião, grupos de mulheres negras se reuniram na República Dominicana e destacaram os efeitos da sociedade racista e machista na vida dessas mulheres e formas de combatê-los. A data foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e, desde 2014, por meio da Lei nº 12987, é comemorado também o Dia Nacional de Tereza de Benguela no Brasil, em referência à liderança quilombola do Quariterêre que viveu no atual estado de Mato Grosso, durante o século XVIII. Tereza teve forte atuação no processo de resistência à escravidão, junto a comunidades indígenas e quilombolas.

No debate, Vera Baroni chamou atenção para todas e todos que estavam presentes para se questionarem sobre os lugares que  as mulheres negras têm ocupado no movimento sindical e na sociedade. “Precisamos visualizar e se questionar quando é que vamos ter mulheres negras presidindo os sindicatos. E não somente nas funções de limpeza”,  questiona. A advogada também trouxe para o debate a tarefa urgente que se tem enquanto movimento organizado, mas também em sociedade de colocar em prática os três pilares da Década Internacional de Afrodescendentes da Organização das Nações Unidas (ONU): Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento, trazendo à tona o direito à igualdade, à não discriminação e ao acesso à justiça.

Para  a diretora do Sindsprev,  Ivanilda da Mota, atividades como esta precisam acontecer sempre. "Pra nós que fazemos parte de sindicato, não só por isso, mas também como mulheres, hoje foi muito importante, porque trouxe coisas que a gente não sabia que acontecia. É importante a gente saber sobre a discriminação que acontece com as mulheres pretas”, disse.