Escola Estadual em Palmares é esquecida pelo Governo Eduardo Campos
Após a demolição do prédio, ocorrida em 2011, comunidade escolar aguarda nova unidade. A escola funciona em dois espaços diferentes.
Publicado: 09 Maio, 2013 - 13h05
Escrito por: Everson Teixeira
Esperar. Este é o verbo mais utilizado por professores, funcionários e alunos da Escola Estadual Dr. Pedro Afonso de Medeiros, nos últimos dois anos. Desde 2011, a comunidade escolar aguarda um novo prédio, que foi prometido logo após a unidade de ensino, localizada na Mata Sul, ser demolida. A opção por reconstruir a escola foi consequência das enchentes ocorridas na região, nos anos de 2010 e 2011.
Atualmente, a unidade funciona em dois prédios. Nos períodos da manhã e da tarde nas dependências da FAMASUL, localizada a 4 km do centro urbano da cidade. Já na parte da noite na Escola de Referência em Ensino Médio Monsenhor Abílio Américo Galvão, localizado em outro extremo da cidade. De acordo com funcionários da EREM, existe um projeto do Governo Estadual com recurso do Ministério da Educação, mas que ainda não saiu do papel.
Nesta terça-feira (7), a coordenação Regional da Mata Sul do Sintepe visitou à unidade de ensino e constatou como as condições de trabalho dos professores e funcionários são precárias. O fato, segundo os trabalhadores, é um desestímulo. Desde 2011, o número de estudantes vem diminuindo e, segundo informações, as salas de aula possuem menos de 20 estudantes cada. Além do Ensino Médio, a unidade oferece o curso do Normal Médio.
Há riscos constantes de acidentes para todos nós professores e estudantes por conta de animais peçonhentos como cobras e escorpiões”, denunciou o professor Marcos Alves. Já o Professor Leandro Alexandre criticou “a falta de material didático, para a realização das atividades com qualidade, além da falta de biblioteca e laboratório de informática”.
A escola não conta com espaço para a prática de educação física ou recreação para os estudantes. A secretaria da escola funciona com divisórias de madeira montada num corredor, que dá acesso à unidade. Não existe uma sala para a direção e a cozinha funciona precariamente num espaço escorregadio ao lado das salas de aula, próxima a um matagal. “Somos obrigados a alimentar o SIEPE. Além disso, não temos ajuda de custo não recebemos difícil acesso”, apontou o professor Hélio Oliveira.
Os estudantes fazem a refeição em num corredor e não tem mesas para eles nem possam apoiar os pratos. Um meio muro, que separa as salas de aulas de um matagal é utilizado para isso. Segundo a aluna do 2º EM, Thaís Thailane o cardápio servido na merenda é sempre o mesmo. “A merenda é sempre a mesma coisa: soja, pão seco. Raramente muda”.
Para outra estudante do 2º EM, que preferiu não se identificar, há uma discriminação por parte dos outros estudantes para quem estuda na unidade. “Somos discriminados por outros colegas das outras escolas, porque não temos um lugar com condições necessárias para uma boa educação”, concluí. Os representantes do Sintepe procuraram representantes da direção da escola, mas ninguém foi localizado.
Manifestação – No dia 23 de abril, a Regional da Mata Sul do Sintepe entregou à gestora da GRE Mata Sul, um abaixo assinado cobrando a reconstrução de duas escolas estaduais - Maquinista Amaro Monteiro e Dr. Pedro Afonso de Medeiros - além da sede da Gerência Regional da Educação. Todas foram destruídas em consequência das enchentes ocorridas em 2011, na região.
A entrega do documento foi feita juntamente com representantes de entidades sociais locais, representantes do poder legislativo da cidade, presidentes de associação de bairros e da comunidade escolar. Outra copia do abaixo assinado foi entregue no dia 30 de abril à presidência do Sintepe, para que a direção do sindicato também faça a cobrança ao Secretário de Educação de PE. Várias ações já foram feitas pela escola em prol da sua reconstrução, mas ainda nada foi sinalizado de fato pelo Governo do Estado.