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Fetape diz Não à violência contra a pessoa idosa

Em 2016, o Ministério da Justiça e Cidadania apresentou os números das violações.

Publicado: 20 Junho, 2018 - 11h31

Escrito por: Rosely Arantes Assessoria da Diretoria de Políticas para a Terceira Idade

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, em 2050, o número de idosos vai chegar a 2 milhões, e que a grande maioria estará vivendo em países de baixa e média rendas. Segundo relato da organização, publicado na revista Lancet Global Health em referência a 52 estudos realizados em 28 países, um em cada seis idosos é vítima de algum tipo de violência em todo o mundo. Em outras palavras, a violência contra a pessoa idosa está aumentando. Destas, a maioria é provocada pela família.

No Brasil, em 2016, o Ministério da Justiça e Cidadania apresentou os números das violações de direitos das pessoas idosas no país. 77% das denúncias foram por negligência, 51% por violência psicológica, 38% por abuso financeiro e econômico ou violência patrimonial e 26% por violência física e maus tratos. Esses registros foram no canal de denúncias, Disque 100. Em Pernambuco, no mesmo canal, nos primeiros 59 dias de 2018, 63 casos foram de negligência, 24 de violência psicológica, 20 da financeira e 10 da física. No entanto, a maioria dos casos pernambucanos são registros do Grande Recife. Ou seja, a violência contra as/os  idosas/os na zona rural do estado não está notificada.

Há 16 anos, preocupadas com o avanço das violações para essa população a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa criaram o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, 15 de junho. O intuito é sensibilizar os cidadãos para combater esse tipo de violência e garantir o envelhecimento da população com dignidade, respeito e qualidade de vida.

Para a Fetape, representante das/os trabalhadoras/es rurais agricultoras/es familiares, o fato de não haver dados dessas violações no meio rural é motivo de preocupação porque sem dados, não se pensa políticas públicas coerentes que atendam as demandas das/os cidadãs/ãos.  Assim, a Diretoria de Políticas para a Terceira Idade vem desenvolvendo ações que buscam politizar o debate sobre os direitos das/os idosas/os campesinas/os, além de valorizá-las ressaltando o protagonismo e os desafios, as potencialidades e as capacidades desses indivíduos. Especialmente agora com a aprovação da Emenda Constitucional 95 que congela os gastos com a saúde e a educação e as “deformas” trabalhistas e a da Previdência que já estão repercutindo no campo.

“Os dados apontam que o envelhecimento humano é uma realidade e sabemos que como esse tema não é discutido e nem acompanhado de políticas públicas específicas, a situação das velhas e velhos do campo é precária. Nos próximos quatro anos, continuaremos no enfrentamento, aprofundando o debate dos direitos, qualificando a nossa presença do Movimento Sindical Rural nos espaços de controle social e ampliando a nossa campanha de valorização das/os nossas/os velhas/os. Precisamos sim, ter um olhar mais apurado para a vida das pessoas idosas do campo. Fortalecer a nossa base, esse é nosso propósito. E nós estamos fazendo a nossa parte no MSTTR.”, afirma o Diretor da pasta, Israel Crispim.

Nesse sentido, a Diretoria vem desenvolvendo duas ações basilares que são o Curso de Formação Política da Enfoc para a Pessoa Idosa do Campo e a Campanha de Valorização da Pessoa Idosa do Campo “O tempo nos fortalece”. Essa última busca desenvolver um olhar mais cuidadoso da Federação e dos Sindicatos para as pessoas idosas, reconhecendo as contribuições dessas pessoas para o MSTTR e a sociedade. Contribuição essa que não findou com a situação do envelhecimento. Esse tema, inclusive é o grande foco pedagógico que a Diretoria propõe nos processos formativos que desenvolve. O curso de formação política está na sua segunda turma e terá o próximo módulo em julho próximo.

 

Rosely Arantes

Assessoria da Diretoria de Políticas para a Terceira Idade

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