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Greve Geral: Pernambuco diz não à Reforma da Previdência

No Recife, cerca de 130 mil trabalhadores (as) terminaram a Greve Geral em um ato que saiu da Avenida Guararapes, com a Rua do Sol, e terminou na Praça do Derby, ambos na área central da capital pernambucana.

Publicado: 15 Junho, 2019 - 11h31 | Última modificação: 15 Junho, 2019 - 11h50

Escrito por: Rani Mendonça - CUT-PE

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Durante todo o dia desta sexta-feira (14), os atos convocados por 8 centrais sindicais e pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo reuniram milhares de pessoas em diversas cidades do Brasil. Os trabalhadores e trabalhadoras aderiram em massa à greve geral contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro. Em mais de 375 cidades, incluindo as capitais do país, houve atos públicos e manifestações pelo direito de se aposentar. As cidades e os municípios de Pernambuco também mandaram o recado à proposta de Reforma da Previdência e aos retrocessos promovidos pelo governo Jair Bolsonaro (PSL).

No Recife, cerca de 130 mil trabalhadores e trabalhadoras terminaram a Greve Geral em um ato que saiu da Avenida Guararapes, com a Rua do Sol, e terminou na Praça do Derby, ambos na área central da capital pernambucana.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT PE), Paulo Rocha frisou que “a greve em Pernambuco foi belíssima! Foi do tamanho que nós imaginávamos, mesmo com todas as dificuldades que a chuva nos impôs, com dois dias de temporal, nem isso assustou os trabalhadores”, acentuou.

Para o coordenador geral do Sindsprev-PE Luiz Eustáquio, o ato conseguiu ecoar para todos os lugares da cidade que as pessoas não querem a Reforma da Previdência. “Essa luta é dos sem terra, dos sem teto, dos sem emprego. Essa luta é do povo e o povo ta na rua dizendo não à Reforma”, disse em seu discurso.

Segundo estimativa das centrais sindicais, anunciada em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (14/06), aproxidamente 45 milhões de trabalhadores pararam as atividades e se manifestaram contra as novas regras da aposentadoria que, mesmo após as alterações feitas pelo relator da reforma, Samuel Moreira (PSDB-SP), prejudica s classe trabalhadora com medidas como por exemplo a obrigatoriedade da idade mínima, aumento do tempo de contribuição e mudanças no cálculo do benefício. Além disso, houve protestos contra o caos econômico e a falta de perspectiva e de uma política de investimentos que gere emprego e renda. 

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