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Jornada do Dieese, Reforma Trabalhista e o "olho no furacão"

O objetivo foi avaliar os impactos da nova legislação nas relações do trabalho e discutir ações para a classe trabalhadora enfrentar a conjuntura política de retrocessos de direitos.

Publicado: 03 Agosto, 2017 - 22h27

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CUT-PE

CUT-PE
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Em parceria com as centrais sindicais, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) realizou na manhã desta quinta-feira (03/08) sua 14ª Jornada Nacional de Debates para organizar a resistência contra a nova legislação trabalhista e formular estratégias sindicais direcionadas às campanhas salariais no segundo semestre. 

No Recife, o encontro aconteceu no auditório da Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Informática, Processamento de Dados e Tecnologia da Informação (Sindp-PE), localizado na Boa Vista e reuniu representantes de inúmeras entidades sindicais, além da CUT, CTB, CSB, UGT, CGTB, Conlutas, Força Sindical, Nova Central e Intersindical. O objetivo foi avaliar os impactos da nova legislação nas relações do trabalho e discutir ações para as centrais sindicais enfrentarem a conjuntura política d retrocessos de direitos.

Os sindicalistas participaram da Jornada de Debates do Dieese, visando para reforçar a luta contra a nova legislação trabalhista e formular estratégias direcionadas às campanhas salariais no segundo semestre deste ano. Eles fizeram uma análise objetiva sobre alguns dos direitos suprimidos, reduzidos e as armadilhas impostas pela Reforma Trabalhista do golpista Michel Temer, lembrando que é fundamental a união dos trabalhadores e trabalhadoras para impedir a  implementação desse retrocesso. Em suas intervenções deixaram bem claro suas preocupações diante das investidas de Temer e seus aliados.: "Temos que nos mobilizar ainda mais para combater o capitalismo ganancioso e inescrupuloso dos empresários, por conta das mudanças na legislação trabalhista. Não podemos admitir os efeitos drásticos da reforma trabalhista que só visa prejudicar a classe trabalhadora com menos salários, menos direitos e condições de trabalho”, afirmaram. 

Para o presidente da CUT em Pernambuco, Carlos Veras, o movimento sindical precisará encontrar novas formas de luta para enfrentar os impactos da reforma trabalhista e a lei terceirização."Para se ter uma ideia são 317 mudanças profundas em artigos e conceitos da legislação trabalhista aprovadas no Congresso Nacional contra os trabalhadores (as).. A legislação entra em vigor nos próximos  120 dias e precisamos nos preparar para enfrentar cada aspecto das novas regras”, enfatizou Veras.

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