Escrito por: Contraf-CUT

Impasse ronda negociação específica na Caixa. Mobilização é fundamental para barrar retrocessos

A próxima negociação foi agendada para o dia 2 de agosto, em Brasília.

A Caixa Econômica Federal continua intransigente. O impasse provocado pela postura da empresa em reafirmar que a resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) será o parâmetro para as decisões do banco em relação ao Saúde Caixa na Campanha Nacional 2018 marcou negativamente nesta quinta-feira (26), em Brasília (DF), a terceira rodada de negociações com a representação nacional dos empregados, quando foram debatidas, além do Saúde Caixa, questões relativas à Funcef.


Os representantes dos trabalhadores protestaram contra essa decisão unilateral e deixaram claro que essa resolução onera o associado do Saúde Caixa, quebra o princípio de solidariedade (comum a planos de autogestão administrados por RH), excluem aposentados, impõem períodos de carências e permitem cobrança de franquias, acabando com a cobrança de mensalidade única por família, trazendo novas restrições para dependentes, vetando a oferta do plano em novos concursos e proibindo a entrada de novos associados.

Na mesa, aliás, a Contraf/CUT – CEE/Caixa reforçou a importância de manter o atual modelo de custeio do Saúde Caixa, sob o risco de inviabilizar sua manutenção. Atualmente, o banco responde por 70% das despesas assistenciais, cabendo aos usuários os outros 30%, o que garante a sustentabilidade do plano. Foram reivindicados ainda itens como a garantia do plano de saúde para o empregado aposentado, a garantia para o grupo familiar e o princípio de solidariedade. Na questão dos novos concursos públicos, a assistência à saúde deve integrar o pacote de benefícios.

Diante da ameaça ao direito à saúde dos trabalhadores de empresas públicas, incluindo os vinculados ao Saúde Caixa, a orientação é para que a mobilização seja intensificada em todo o Brasil em torno da campanha nacional “Saúde Caixa: eu defendo”. Isto é visto como fundamental para barrar retrocessos perpetrados pelo governo golpista de Michel Temer.  “O nosso ACT 2016-2018 assegura o atual modelo de custeio do Saúde Caixa até 31 de agosto. Na Campanha Nacional 2018, o enfrentamento por parte dos trabalhadores será fundamental para evitar a perda de direitos, que é a grande intenção desse governo. Conquistamos o Saúde Caixa como é hoje com muita luta, e é com resistência que poderemos mantê-lo”, disse Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e diretor da Região Sudeste da Fenae.

O dirigente considera fundamental que todos os empregados da Caixa, de todo o país, participem das atividades em defesa do Saúde Caixa. “Se os trabalhadores não mostrarem poder de mobilização, força e unidade, ao lado das nossas entidades representativas, vamos acabar testemunhando a morte de uma conquista histórica, que é o nosso plano de saúde”, advertiu.  

Nesta quarta-feira (25), véspera da negociação específica que discutiu Saúde Caixa dentro da Campanha Nacional Unificada, trabalhadores e movimento sindical deflagraram um Dia Nacional de Luta em Defesa dos Planos de Saúde, com atos e paralisações em locais de trabalho país afora. O simbolismo desses protestos ficou representado no fato de que muitos empregados foram trabalhar com roupas de cor branca, manifestando apoio ao Saúde Caixa e repúdio à resolução 23 da CGPAR.

A defesa do Saúde Caixa é uma das reivindicações da pauta específica dos empregados da Caixa na Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2018.  

Funcef