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Movimentos fazem protesto contra a Globo e aniversário de 2 anos do impeachment

A CUT é uma das entidades que compõem a Frente Brasil e explica que a luta contra o golpe deve ser pauta e compromisso da classe trabalhadora.

Publicado: 17 Abril, 2018 - 08h55

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CUT-PE

Frente Brasil Popular
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Movimentos fazem protesto contra a Globo e aniversário de 2 anos do impeachment

 

A Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE) e os movimentos populares organizado pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, realizam nesta terça-feira (17), protestos no aniversário de dois anos do impeachment que derrubou o governo da presidente Dilma Rousseff e desestabilizou a democracia brasileira. A concentração está marcada para às 16h, no Parque 13 de maio, no Recife. 

A CUT-PE é uma das entidades que compõem a Frente Brasil e explica que a luta contra o golpe deve ser pauta e compromisso da classe trabalhadora. “Os golpistas que derrubaram o governo Dilma têm o objetivo claro de retirar direitos para aumentar a exploração, por isso, desde 2016, atacam os trabalhadores. Lula não está preso por ter cometido crime algum, até hoje não apareceu prova contra ele, mas sim porque representa uma ameaça a esses políticos que atacam os direitos e querem vender o Brasil”

O foco do protesto é o apoio que a Rede Globo de Televisão concedeu ao golpe que tirou a presidente eleita pela maioria da população e levou ao poder o governo de Michel Temer e seus aliados que vinham sendo, sucessivamente, derrotados nas eleições presidenciais. Desde então, o governo ilegítimo de Temer segue em investidas para destruir a Petrobrás e acabar com direitos sociais da população, com apoio da Globo.  Também é ponto central da pauta dos movimentos a denúncia dos 22 anos de impunidade do massacre de Carajás.

Carajás

Em 17 de abril de 1996, dezenove trabalhadores rurais sem terra foram mortos pela polícia militar no episódio que ficou mundialmente conhecido como Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido no sudeste do Pará. Nestes vinte anos, mais 271 trabalhadores rurais e lideranças foram assassinados somente no estado do Pará, traçando um trágico cenário da luta pelo direito à terra no Brasil. O MST têm se associado a integrantes de diferentes instituições ligadas a defesa do direito de acesso à terra, e criticado a concentração desigual da propriedade rural e também a demora para regulamentar a questão agrária no país. São 22 anos de impunidade do massacre de Eldorado dos Carajás e a Reforma Agrária continua paralisada. Desde as últimas semanas a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária e Lula Livre têm se espalhado por todo o país.

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