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Movimentos sociais e parlamentares acompanham Lula em depoimento

Militantes, deputados e senadores do PT se concentrarão nas proximidades do Tribunal, em Curitiba, para prestar solidariedade e apoiar o ex-presidente que sairá pela primeira vez da sede da Polícia Federal

Publicado: 13 Novembro, 2018 - 18h01 | Última modificação: 13 Novembro, 2018 - 18h06

Escrito por: Redação CUT

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Lideranças partidárias e militantes dos movimentos sociais vão acompanhar o depoimento do ex-presidente Lula, nesta quarta-feira (14), em Curitiba. Esta será a primeira vez que Lula deixará a sede da Superintendência da Polícia Federal, onde é mantido preso político desde 7 de abril. O ex-presidente irá depor à juíza Gabriela Hardt sobre o processo do sítio de Atibaia, que não lhe pertence. Gabriela é a substituta temporária do juiz Sérgio Moro, indicado ministro da Justiça do presidente eleito Jair Bolsonaro.

A mobilização em solidariedade ao ex-presidente é coordenada pelo Comitê Nacional Lula Livre, composto pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, pelo PT e outros movimentos sociais. A concentração terá início às 12h nas proximidades do Tribunal Regional Federal (TRF-4), local Lula dará o depoimento. 

A previsão é que o ex-presidente seja conduzido de carro da Superintendência da PF até ao prédio da Justiça Federal do Paraná, um percurso de aproximadamente cinco quilômetros.

A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que é preciso "ter muita gente mobilizada" para acompanhar o depoimento do ex-presidente. Sobre o sítio de Atibaia, ela disse se tratar de "outra mentira mal contada". "O sítio não é do Lula, o sítio não tem nada a ver com ele. É cada coisa absurda que a gente vê nesses processos."

A defesa de Lula diz que depoimento prestado pelo empresário Fernando Bittar nesta segunda-feira (12) não deixa qualquer dúvida de que ele, e não o ex-presidente, é o proprietário de fato e de direito do sítio de Atibaia.

O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, disse, após visita à Vigília Lula Livre, nesta segunda-feira (12),  que "quem está preso não é o Lula, pessoa física. Quem está presa é a esquerda brasileira, é a classe trabalhadora brasileira. O companheiro Lula só está preso porque é a simbologia maior de tudo isso", afirmou.

"Vamos reforçar o time aqui em Curitiba. Nossa ideia é que tenha no mínimo uns 500 companheiros aqui, outros 500 na Justiça Federal. Não vamos deixar o companheiro Lula ir sozinho. Ele tem de sentir que atrás dele tem a classe que ele representa", completou Stédile.

Perseguição sem trégua

Há sete meses, Lula tornou-se preso político após ser condenado em segunda instância pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no caso do triplex do Guarujá, que nunca pertenceu ao ex-presidente.

A condenação sem provas, em um processo cheio de manobras, com clara motivação política tem sido notícia em jornais do mundo todo.

Líder em todas as pesquisas de intenção de votos, Lula foi preso a exatos seis meses da eleição para Presidência da República deste ano e, apesar de um habeas corpus concedido pelo desemrgador Rogério Favreto, em julho, foi mantido preso por ordem de Moro que estava de férias e fora do Brasil.

Durante o processo eleitoral, até mesmo a Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu decisão exigindo que fosse respeitado o direito de Lula concorrer às eleições, decisão que não foi cumprida pelas autoridades brasileiras.