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Mulheres CUTistas levam mensagens de amor e esperança a Lula

Caravanas de mulheres negras saíram de São Paulo rumo a Curitiba para pedir a liberdade do

Publicado: 27 Julho, 2018 - 09h31

Escrito por: Walber Pinto, de Curitiba

Na madrugada desta quinta-feira (26), um dia após a celebração do Dia Internacional da Mulher Negra Latina e Caribenha, a Vigília Lula Livre ganhou reforço das mulheres negras sindicalistas que chegaram a Curitiba, no Paraná, com mensagens de amor e esperança.

Organizadas pelas secretarias de Combate ao Racismo e da Mulher Trabalhadora da CUT nacional, com apoio das secretarias da Mulher Trabalhadora e do Combate ao Racismo da CUT São Paulo, as caravanas levaram também solidariedade ao ex-presidente, que permanece como preso político há 111 dias, numa sala da Sede da Superintendência da Polícia Federal.

“O Judiciário brasileiro tem lado, e não é o lado do povo, não é o lado do trabalhador e da trabalhadora. É por isso que nosso presidente Lula se encontra encarcerado, mas a nossa caravana traz uma mensagem: não nos calarão”, enfatizou Julia Nogueira, secretária de Combate ao Racismo da CUT.

Durante a viagem, o clima dentro dos ônibus era descontraído e cheio de expectativa para um dia intenso de atividade que viria nas primeiras horas.

Mesmo cansadas da viagem que durou mais de seis horas, as bancárias, professoras, metalúrgicas, químicas, movimento de mulheres negras, mulheres do campo e da cidade chegaram na Vigília com o grito de guerra de “Lula Livre”.

Por volta das 9h, elas se juntaram aos acampados para dar o “bom dia presidente”, coordenado pelas CUTIstas paranaenses.  

“Cada dia é um novo dia para lutar por Lula Livre. Não vamos arredar o pé daqui até que o Judiciário tire Lula da prisão e nós possamos estar no dia primeiro de janeiro na maior festa que o Brasil já teve, que é a condução do nosso companheiro à presidência da República”, afirmou a secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Martins.

A dirigente, emocionada, afirmou ainda que Lula lidera nas pesquisas porque o povo trabalhador reconhece que ele foi o melhor presidente da história do País. “Quem vai colocar esse país nos trilhos, garantindo saúde, educação e comida decente é o ex-presidente Lula.”

Roda de conversa

Ainda pela manhã, as mulheres realizaram uma roda de conversa que debateu a importância do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americano e Caribenha e a situação da mulher negra no mundo do trabalho e sindical.

Muçulmana e mulher negra, Charlene Maria da Silva, 43, faz parte grupo Promotora Popular Legal, que discute em todo o Brasil os direitos das mulheres e como lidar diante da violência de gênero. Ela mora em Diadema, na grande São Paulo, e foi na caravana levar o seu apoio a Lula.

“A nossa religião é contra qualquer tipo de violência e injustiça. Sendo mulçumana e mulher negra, não poderia deixar de participar deste ato”.

Joka MadrugaJoka MadrugaJoka Madruga

Seminário “Classe, Gênero e Raça”ion

Na parte da tarde, as mulheres participaram do seminário “Classe, Gênero e Raça” e discutiram o aumento da diferença salarial entre negros e não negros com nível universitário.

Segundo o boletim especial sobre a inserção da população negra no mercado de trabalho feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, a cada R$ 1 mil ganho por um trabalhador não negro, os negros, com mesma escolaridade, ganham R$ 650 na região metropolitana de São Paulo.

“O tema racial é importante para a organização da classe trabalhadora. Os dados demonstram que as relações de trabalho são desiguais”, aponta Rosana Sousa, secretária-adjunta de Combate ao Racismo da CUT.

Plataforma das Mulheres CUTistas

Durante a roda de conversa foi lançada a “Plataforma das Mulheres da CUT para as Eleições deste ano”. O documento serve como guia para o debate com as “candidaturas comprometidas com as políticas públicas para as mulheres”.

A plataforma, que será entregue para o ex-presidente Lula, contém quatro eixos centrais, que são: igualdade e não discriminação no trabalho, violência contra a mulher, política de cuidado e responsabilidades domésticas e direitos sexuais reprodutivos.

O documento, segundo Junéia Martins, é uma contribuição à classe trabalhadora que a CUT construiu para as candidaturas de 2018.

Veja como foi o Bom dia presidente Lula:

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