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Nota de apoio e solidariedade ao MST

Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!

Publicado: 27 Fevereiro, 2018 - 20h51

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CUT-PE

MST
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A Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE) vem a público manifestar apoio e solidariedade à luta dos companheiros e companheiras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), vítimas da violência e de ataques truculentos, orquestrados pela elite conservadora, reacionários e latifundiários, com apoio de políticos golpistas e apaniguados do Governo Temer. O MST com apoio da CUT continuará organizando as famílias na luta por Reforma Agrária Popular para que a terra seja democratizada, respeitando a natureza, e produza alimentos saudáveis para o povo do campo e da cidade.

 

MST denuncia série de ataques ao movimento em todo estado de Pernambuco

A repressão contra os movimentos sociais, bem como as perdas de direitos sociais e econômicos do povo está cada dia mais intensa em tempos de golpe. No Estado de Pernambuco está programado para amanhã (quarta-feira) dia 28 de fevereiro, despejos intensificados nos acampamentos em várias regiões do Estado, Petrolina, Litoral Norte, Brejo, Metropolitana. Áreas de usinas, fazendas e engenhos já falidos e com dívidas junto à União, bem como sem cumprir a sua função social, vem se articulando institucionalmente, através de corpos político e judicial contra os movimentos sociais. 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), trabalhadores e trabalhadoras estão em alerta, na luta contra os latifundiários e as elites que são contra a classe trabalhadora, capachos do latifúndio e do agronegócio.

Desde semana passada, o MST está se preparando e, organizando às famílias, fazendo ocupações e vigília no INCRA de Petrolina para que todas essas famílias sejam assentadas. Mas, a Justiça de Petrolina ameaçou e está cumprindo nos acampamentos do Pontal Sul, cortar a água do canal e a luz dos trabalhadores (as) sabendo que eles (as) dependem para manter a produção de feijão, milho, abóbora, macaxeira, banana, manga, acerola, uva, tomate, pimentão e etc. Sem o fornecimento de água os camponeses(as) vão perder toda a sua produção e renda.

A Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e a Polícia Militar de Pernambuco  estiveram no local para retirar os transformadores elétricos, materiais de irrigação, que os trabalhadores (as) compraram de forma coletiva e com muito sacrifício, e a Codevasf entupiu o canal que leva água até o acampamento. O Pontal Sul é marcado por lutas e resistência, por mais de 10 anos de ocupação e várias reintegrações de posse.

O acampamento Pontal Sul foi ocupado em janeiro de 2007 com mais de 2500 famílias, na ocasião para resistir contra a Parceria Pública Privada (PPP), no período do governo Eduardo Campos. Em 2014 as ocupações foram retomadas, a partir do acampamento “Dom Thomas” com mais de 500 famílias, já em 2016 a ocupação foi realizada com o acampamento “Democracia” com 200 famílias dando continuidade à luta denunciando e sendo contra a PPP. O projeto é apadrinhado pela a oligarquia política da família Coelho de Petrolina. Naquele momento, foram feitas essas duas grandes ocupações, uma área de 30 mil hectares, sendo 17 mil e 700 hectares de área irrigáveis. Hoje, a área está com 1.000 famílias produzindo em mais de 300 hectares da agricultura camponesa e de subsistência.

Em 2017 com a luta e a resistência dos trabalhadores (as) diante do conflito da área, a PPP foi cancelada. Assim trabalhadores (as) oriundos da região que sonhavam com área irrigável para poder trabalhar, passaram a vivenciar o resultando da luta pela a terra. A resistência permanece, firme e forte!

Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!

 

Por Assessoria MST/Petrolina

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