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Perseguição e retaliação a servidores

Um exemplo recente de perseguição é o caso do oceanógrafo,José Martins da Silva, que foi transferido do ICMBio de Fernando de Noronha para o Sertão de Pernambuco.

Publicado: 19 Agosto, 2019 - 13h48 | Última modificação: 19 Agosto, 2019 - 13h59

Escrito por: Ascom Sindsep-PE

Sindsep-PE
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Os ataques ao movimento sindical e à organização dos servidores federais continuam forte por parte do governo Bolsonaro. Ignorando a Constituição Federal, que garante a livre associação sindical, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, vem ameaçando servidores de órgãos ligados à pasta que participam de assembleia, cogitando até demiti-los. Em recente assembleia realizada em Brasília, os servidores do Instituto Chico Mendes (ICMBio) ficaram apreensivos com a presença de pessoas estranhas fotografando e filmando a reunião, uma espécie de “arapongas” (pessoas infiltradas com o objetivo de delatar os participantes para a cúpula do ICMBio).

Antes da assembleia, alguns superiores do órgão chegaram a sugerir a proibição da reunião, sem, no entanto, proibi-la formalmente, até porque é inconstitucional. É importante destacar também que boa parte dos cargos de comando do Ministério do Meio Ambiente é formada por militares e que há vários registros de perseguição a servidores federais que, embora desenvolvam muito bem suas funções, estão sendo retaliados pelo governo federal.

Um exemplo recente de perseguição é o caso do oceanógrafo e um dos maiores especialistas em golfinhos do Brasil, José Martins da Silva, que foi transferido do ICMBio de Fernando de Noronha para o Sertão de Pernambuco. O servidor, que trabalha há mais de 30 anos no arquipélago e criou o projeto Golfinho Rotador, era crítico à área ambiental do governo Bolsonaro. Caso semelhante de retaliação aconteceu com José Augusto Morelli, servidor do Ibama no Rio de Janeiro, que foi exonerado do cargo porque, em 2012, multou o então deputado federal e atual presidente Jair Bolsonaro, que, na ocasião, praticava pesca ilegal na Estação Ecológica de Tamoios, em Angra dos Reis.

“Não vamos nos intimidar. Somos agentes do Estado e vamos continuar fazendo nosso trabalho em defesa do servidor, do serviço público e do meio ambiente”, avisa o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos Oliveira.