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Greve Geral: 14 de junho em defesa da previdência pública

Recife: o ato será às 14h, no cruzamento da Rua do Sol com a Avenida Guararapes,

Publicado: 11 Junho, 2019 - 09h40 | Última modificação: 12 Junho, 2019 - 15h16

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CUT-PE

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Recife: o ato será às 14h, no cruzamento da Rua do Sol com a Avenida Guararapes, no centro da cidade.

Após manifestações massivas pela educação, como o #15M e #30M(15 e 30 de maio) nas últimas semanas, trabalhadores e trabalhadoras vão entrar em greve geral contra a Reforma da Previdência, no dia 14 de junho.

O Brasil vai parar.

Movimentos sindicais, populares e estudantis farão a paralisação contra o desmonte de políticas públicas promovido pelo governo Bolsonaro e contra retrocessos na proposta da aposentadoria. A expectativa é de que a greve de sexta-feira supere a ocorrida em abril de 2017, contra reforma da Previdência do então governo de Michel Temer (MDB). Na ocasião, mais de 150 cidades aderiram, com participação com mais de 40 milhões de pessoas.

Para o presidente da CUT Pernambuco, Paulo Rocha, esta greve representa uma mobilização que será forte contra os retrocessos dos direitos da classe trabalhadora. “É um passo importante para a luta contra o projeto ultraliberal e da direita ultraconservadora brasileira. Essa medida que chamam de Reforma da Previdência é a tentativa de nos retirar todos os direitos que ainda nos restam”, conta.

Querem acabar a sua aposentadoria

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6/2019 de Jair Bolsonaro (PSL) e do ministro da Economia Paulo Guedes, apresentada à Câmara dos Deputados, desmantela as garantias mínimas de direitos dos trabalhadores previstas na Constituição de 1988. Além disso, deixa a porta aberta para reformas futuras, que podem tirar ainda mais direitos.

“Quem defende essa Reforma defende que não tem dinheiro para pagar aos aposentados. A previdência social é bancada atualmente pelo trabalhador e trabalhadora, pelo patrão, que contribui para a previdência, e pelos impostos que o governo arrecada. Se essa contribuição conjunta é insuficiente, como é que só o trabalhador contribuindo vai conseguir pagar a sua aposentadoria? Isso só demonstra que querem acabar de vez com a aposentadoria”, diz.

Além das paralisações das atividades trabalhistas convocadas pela CUT e demais centrais, com o apoio das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, os trabalhadores que vão cruzar os braços, também estão sendo incentivados a participarem de atos políticos marcados em todas as capitais e em várias cidades do interior.