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Sindicato conquista reintegração de mais três bancários demitidos na pandemia

Na ocasião, além da equipe jurídica que acompanhou os casos, participaram do ato de reintegração a presidenta do Sindicato, Suzi Rodrigues, o dirigente sindical, Fabiano Moura, e o secretário de Assuntos Jurídi

Publicado: 01 Março, 2021 - 14h29

Escrito por: SEEB-PE

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Três novas reintegrações de bancários demitidos durante a pandemia foram realizadas na sexta-feira passada (26), pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco. Dois funcionários do Bradesco, Felipe Nigro e Ronaldo Clemente, e uma funcionária do Itaú, Adriele dos Santos, tiveram seu direito ao emprego garantido. Com tempos diferentes de serviços prestados aos bancos, os funcionários demitidos tinham em comum a dedicação ao trabalho.
 
Na ocasião, além da equipe jurídica que acompanhou os casos, participaram do ato de reintegração a presidenta do Sindicato, Suzi Rodrigues, o dirigente sindical, Fabiano Moura, e o secretário de Assuntos Jurídicos, João Rufino. 
 
“Descumprindo o acordo firmado nacionalmente, os bancos privados seguem demitindo na pandemia. Estamos atentos e a postos para garantir que nenhum direito seja retirado desses trabalhadores. Como confirmado pela Justiça do Trabalho, o banco não pode demitir bancários adoecidos. Vamos seguir lutando pela estabilidade do emprego”, destaca Suzi.
 
Ronaldo Clemente, por exemplo, atua no Bradesco há 34 anos, e foi surpreendido com a demissão em outubro de 2020. “O banco não apresentou justificativa. Eu sempre fui dedicado ao meu trabalho, não é a toa que estou há mais de 30 anos no banco. Até doente já fui  trabalhar. Após a demissão, fiquei sem chão e procurei orientação no Sindicato, que é uma salvação para nós bancários. Agora, vou voltar para minhas atividades com muito prazer, continuar a dar tudo de mim até me aposentar, falta pouco”, afirma. Entre as doenças do trabalho adquiridas ao longo dos anos, Ronaldo tem bursite, tendinite, calcificação e rompimento do tendão.
 
Para o dirigente Fabiano Moura, que já trabalhou com Ronaldo e também acompanhou o retorno do colega, a luta pela garantia do emprego e por melhores condições de trabalho deve sempre ser intensificada. “Os bancos privados lucram bilhões, mesmo durante a pandemia não tiveram prejuízos, às custas do empenho e dedicação dos trabalhadores bancários. Não é justo que demitam em massa, em especial num momento de crise sanitária e econômica para os brasileiros”, avalia.
 
O Itaú também demitiu de forma arbitrária a funcionária Adriele dos Santos, que completa quatro anos no banco em 2021. “Fui demitida em janeiro deste ano. Eu sofri um acidente há quatro anos, precisei me afastar por um período e fiquei com sequelas. Mas, sempre que estive presente, cumpri minhas metas e realizei o meu serviço normalmente. Não esperava ser demitida por ter uma lesão de trabalho, A estabilidade não foi respeitada, mas o Sindicato me ajudou muito e sinto uma felicidade imensa com a reintegração”, conclui.