Escrito por: Ascom Sindsep-PE

Sindsep-PE participa do VIII Congresso dos Servidores Municipais de São Bento do Una

O evento contou também com a participação do Diesse e da CUT-PE

O coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira, participou nessa quarta-feira, 9 de maio, do VIII Congresso dos Servidores Municipais de São Bento do Una, realizado na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da cidade. Ele fez uma análise de conjuntura do momento atual do país sob a perspectiva do movimento sindical e discutiu a reforma trabalhista, com foco nos servidores públicos. O evento contou também com a participação da assessora técnica do Dieese em Pernambuco, Jaqueline Natal, e do presidente estadual da CUT, Carlos Veras.

“A união do servidor público federal com os municipais é de extrema importância porque, embora sejamos de esferas diferentes, temos problemas muito semelhantes. Isso fortalece nossa ações perante a categoria”, disse a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Bento do Una, Ana Isabel Cavalcanti.

José Carlos iniciou a sua fala fazendo um resgate da história de luta dos trabalhadores do país. "Desde que o movimento sindical surgiu, no Brasil, ele passou a  sofrer ataques frequentes dos meios de comunicação. Desmerecem os sindicalistas porque estamos na linha de frente na defesa dos direitos dos trabalhadores”, disse o coordenador geral do Sindsep-PE. Para ele, os donos dos meios de comunicação agem como patrões e priorizam seus anunciantes, também empresários, e nessa correlação de forças, os trabalhadores são sempre o lado mais fraco.

Sobre o serviço público, José Carlos ressaltou que a mídia, que representa o capital e sustenta os governos conservadores, manchando a imagem dos servidores, chamando-os de marajás, despreparados e corruptos. “A verdade é que os meios de comunicação pegam mal exemplos, isolados, para nos detratar.  Outra ideia é de que ninguém precisa de serviço público e a população não acorda para o fato de que a sua certidão de nascimento foi expedida pelo serviço público, que a comida que come é fiscalizada pelo serviço público, que o atendimento de emergência é feito em hospitais públicos e que as melhores cabeças pensantes estão em universidades públicas”, reforça o sindicalista.

Diante desses ataques, José Carlos pontua que o maior desafio dos sindicatos nesse momento é dialogar com a sociedade brasileira e  abrir os olhos de todos para o que está por trás desses ataques aos servidores e aos serviços públicos. “Porque quando acabarem com o serviço público, o que sobrará para a população será o caos”, adverte o coordenador geral do Sindsep-PE.

Reforma Trabalhista

Durante a sua apresentação, Jaqueline Natal, do Dieese, falou sobre o sistema capitalista, o fim do período da promoção do bem estar social e sobre a reforma trabalhista. Segundo ela, o sistema  capitalista está sujeito a crises cíclicas. Após a segunda guerra mundial os capitalistas resolveram promover o sistema de bem estar social para dar maior poder de compra à população e fazer com que ela pudesse adquirir tudo o que vinha sendo produzido. 

No entanto, isso só começou a ser debatido, no Brasil, com a Constituição de 88. “Mas antes que o Brasil implantasse o estado de bem estar social, que vinha sendo construído nos últimos anos, com os governos de esquerda,  a elite econômica nacional resolveu dar um golpe e se alinhar à elite financeira mundial que não está mais preocupada em promover nenhum bem estar para a população”, destacou Jaqueline Natal. 

Isso porque grande parte dos recursos dessa elite não está mais sendo direcionado para a indústria, mas vai para o sistema financeiro. Diante do novo cenário, o governo implantou a reforma trabalhista e a terceirização, que estão achatando os salários dos trabalhadores e lhes tirando uma série de direitos, reproduzindo o que está sendo feito em outros países do mundo.