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Sindsep-PE reúne diversas categorias no ato em defesa do serviço público

Bancários, químicos, rurais e CUT, além dos servidores federais, se uniram contra o desmonte do serviço público pelo governo Temer.

Publicado: 24 Maio, 2018 - 12h37

Escrito por: Ascom Sindsep-PE

Sindsep-PE
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O Sindsep-PE reuniu representantes dos trabalhadores de diversas categorias no ato em defesa do serviço público e da democracia, realizado na manhã dessa quarta (23/05), em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Pernambuco (SRTE-PE). Bancários, químicos, rurais e CUT, além dos servidores federais, se uniram contra o desmonte do serviço público brasileiro que vem sendo promovido pelo governo Michel Temer, com auxílio dos grandes meios de comunicação.

Na ocasião, houve a denúncia dos desmandos praticados nos dois anos do governo ilegítimo, que vem levando o país ao caos ao congelar investimento público por 20 anos, por meio da Emenda Constitucional  95, e aprovar a reforma trabalhista e a terceirização, que ferem de morte os direitos da classe trabalhadora. Foram denunciadas ainda as mentiras que o atual governo tenta repassar para a população por meios dos meios de comunicação.

O coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos Oliveira, citou a frase do ministro da Propaganda de Adolf Hitler, Joseph Goebbels, “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, para criticar o governo.

“Esse governo propaga a mentira de que o povo brasileiro não precisa do serviço público. Ora, desde quando nascemos, quando é expedida a nossa certidão de nascimento, somos beneficiados pelos serviços públicos. Recebemos água em nossas torneiras. Temos a saúde pública. As escolas públicas. Os serviços públicos não são de alta qualidade. Tudo bem. Isso é uma verdade. Mas isso acontece por falta de investimentos. Mas a ideia deles é sucatear tudo para depois transferir os serviços para a iniciativa privada. Aí, quem tiver dinheiro vai beber água, ter plano de saúde, escolas... Quem não tiver vai beber lama e morrer a míngua”, comentou José Carlos, durante sua fala.

O secretário geral do Sindsep, Felipe Pereira, lembrou que temos uma eleição pela frente e os brasileiros poderão mudar a atual conjuntura. “Precisamos derrubar essa Emenda 95. Para isso, temos que dialogar com a população. Temos eleições pela frente. E através dela podemos reverter o processo de desmonte do país ao votar em pessoas comprometidas com a classe trabalhadora”, destacou.  

O diretor do sindicato dos Bancários, Fabiano Moura, lembrou que a reforma da Previdência e a privatização da Eletrobras não passaram por causa da pressão da classe trabalhadora diante do processo eleitoral deste ano. “Mas caso sejam eleitos um presidente, deputados e senadores que não estão do lado dos trabalhadores, eles vão destruir o que resta do país”, alertou.

O representante da Confederação Nacional dos Químicos, Severino Amaro, disse acreditar no poder de reação do povo. “Vamos dar a volta por cima. Unidade é a única alternativa que temos para reorganizar a esquerda e combatermos o desmonte do Estado brasileiro”.

O presidente da CUT, Carlos Veras, observou que o ataque aos serviços públicos acontece nas três esferas. “O governo Federal e os governos estaduais e municipais estão promovendo um desmonte em todas as áreas. E quem vai sofrer com isso serão os mais pobres e os trabalhadores de todos os setores públicos brasileiros. A resistência deve ser a nossa palavra de ordem. A luta deve ser permanente. Precisamos impedir que eles entreguem os bancos, Eletrobras, Correios, Casa da Moeda... Por isso temos que ter muito cuidado em quem votar nas eleições de outubro”, concluiu.   

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