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Sintepe denuncia o fechamento de escolas, turnos e turmas

Alunos, professores, funcionários, representantes setoriais e dos núcleos regionais, trabalhadores da base e aposentados realizaram, um ato para denunciar o fechamento turmas, turnos e escolas.

Publicado: 02 Março, 2016 - 14h34

Escrito por: Assessoria de Imprensa do Sintepe

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Os alunos e professores da Escola Estadual Eleanor Roosevelt, do Ipsep, Recife, estiveram no ato e reclamaram da diminuição de turmas que a unidade educacional vivencia atualmente. Segundo professores, no período da tarde, a escola oferecia um quantitativo de 12 turmas e, hoje, o turno disponibiliza apenas sete turmas. “Esse é o último 9º ano da escola. Quando acabar essa turma, a comunidade ficará sem a oferta do Ensino Fundamental”, alertou uma professora da Escola Estadual Eleanor Roosevelt.

Durante todo o ato, denúncias de fechamento de turmas foram levantadas. A Secretária para Assuntos de Gênero, Valéria de Oliveira, informou que a Escola Estadual Comandante Luiz Gomes, de Casa Amarela, Recife, está praticamente fechada à noite e funciona apenas com uma turma no horário. “O mais grave é que se trata de uma comunidade vulnerável e populosa. O oferecimento de turmas para o EJA é restrito, promovendo mais vulnerabilidade de jovens que podem seguir pelo caminho das drogas, da violência e da criminalidade”, refletiu Oliveira.

Os estudantes também sofrem com encaminhamentos para escolas distantes, como é o caso denunciado pelo representante de setorial do município de Paulista, Joy Benício. Segundo Benício, a Escola Doutor Luiz Cabral de Melo, de Maranguape II, Paulista, não matricula alunos do 6º ao 9º ano. Os estudantes estão sendo encaminhados para uma escola mais longe, a Escola Professora Maria Alves Machado.

Para a Secretaria de Formação Política e Sindical, Rita de Cássia Filgueiras, é preciso se questionar para aonde vão os estudantes que têm os seus direitos negados já que existe o objetivo de universalizar o ensino e promover a Educação para Todos. “Educação é direito e direito se assegura”, frisou. Paralelo ao ato, uma comissão formada por estudantes, professores e representantes do Sintepe negociavam com representante da Secretaria Estadual de Educação.

A equipe entrou com nove demandas relacionadas à questão de redução de vagas, turmas e turnos e até o fechamento de escolas. Duas das demandas foram direcionadas com data. Uma foi com a situação de São Bento do Una, na cidade 30 alunos da zona rural estão sem frequentar as salas de aula porque só existem vagas em escolas integrais e esses meninos ajudam os pais na roça, ficando impossibilitados de estudarem os dois horários. Ficou acertado que no próximo dia 15 de março, representantes da Secretaria de Educação vão até São Bento do Una para resolver essa questão.

Outra questão esteve relacionada à Escola Eleanor Roosevelt, no bairro do IPSEP, que apresenta problemas relacionados às condições físicas. Em meio às demandas, no dia 11 de março, representantes da Secretaria de Educação, o grêmio e o SINTEPE. Quanto às outras necessidades relacionadas a números de vagas, precariedades das escolas, a Secretaria de Educação fará monitoramento e irá checar as denúncias, no início da segunda quinzena de março.