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Trabalhadores/as dizem não ao desmonte da educação e defendem a Previdência

Motivos não faltaram para que trabalhadores/as em educação e estudantes marchassem lado a lado. Desde a concretização do Golpe com a Emenda Constitucional 95 até o projeto Future-se, no Governo Bolsonaro.

Publicado: 14 Agosto, 2019 - 16h23

Escrito por: Assessoria do Sintepe

JC Mazella
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Muitos jovens, mas também muitas pessoas idosas. Teve o grupo que levou cartazes, teve aquele que segurou faixas institucionais e tiveram ainda atos solitários cheios de energia nas sacadas dos prédios. Casais, amigos, colegas de trabalho e de sala de aula. A democracia se fez presente na Marcha em Defesa da Educação Pública e contra a Destruição da Aposentadoria realizada ontem (13) pelas ruas do Recife. O Tsunami da Educação se concentrou na Rua da Aurora, no Bairro da Boa Vista, em frente à Escola de Referência em Ensino Médio Ginásio Pernambucano, e seguiu em Marcha até a Praça do Carmo, no Bairro de Santo Antônio. 

Motivos não faltaram para que trabalhadores/as em educação e estudantes marchassem lado a lado. Desde a concretização do Golpe com a Emenda Constitucional 95 até o projeto Future-se, no Governo Bolsonaro, a Educação tem perdido vez nos governos federais. A voz, porém, continua firme e forte contra o desmonte. “Somos contra a retirada de recursos da educação para dar a parlamentares que votaram contra o direito da aposentadoria, somos a favor da universidade pública para todos/as, queremos garantir que institutos federais possam formar nossos jovens”, defendeu Heleno Araújo, Presidente da CNTE, que convocou a população para participar das manifestações do dia 7 de setembro no 25º Grito dos Excluídos. De acordo com dados divulgados pela CNTE, um novo bloqueio no orçamento do MEC no valor de R$ 348 milhões afetará a compra e a distribuição de centenas livros didáticos que atenderiam crianças do ensino fundamental de todo o país.

São muitas as medidas que o governo federal contra a Educação e elas vitimam da Educação Básica ao Ensino Superior. “Essa luta acaba sendo não apenas daqueles/as que estão envolvidos/as diretamente com a questão educacional, mas é uma luta que passa a ser de toda a sociedade. Essas mobilizações deixam claro a nossa insatisfação contra as medidas tomadas pelo governo federal. A luta é árdua, o momento é difícil, mas a resistência é importante”, avaliou o professor Fernando Melo, Presidente do Sintepe.

O professor Paulo Rocha, Presidente da CUT-PE, lembrou a importância de defender na Marcha não só a Educação, mas a Previdência Pública e um conjunto de direitos que são cotidianamente atacados pelo atual governo, como a Reforma Trabalhista que retira garantias dos trabalhadores, a Emenda Constitucional 95, que diminui o orçamento da Saúde e Educação e que foi defendida por Bolsonaro quando deputado federal. “A luta de hoje é pela sociedade que a gente quer, pelo país que a gente quer. Nós queremos um país de emprego e de garantias para o trabalhador. Um país democrático”, defendeu Paulo Rocha. Além das atividades no Recife, o Sintepe também participou da Marcha nos Municípios em Defesa da Educação Pública e contra a Destruição da Aposentadoria nos municípios de Arcoverde, Caruaru, Palmares e Petrolina.